quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Troca de família - parte I

Hoje eu vim falar sobre o processo da troca de família. A troca de família é um processo mais comum do que se imagina no auperianato, pois quando a gente conversa com a família por e-mail/Skype, a impressão é uma, na hora que chegamos e vemos a realidade, a gente vê que é outra coisa. Achar uma boa família é igual loteria, tem vez que você acerta, tem vez que não, e a gente só sabe se acertou, quando chega lá.

O primeiro passo para a troca de família é reativar seu perfil nos sites de busca de famílias. 

Reavitar os perfis? Não seria primeiro comunicar a família que você está saindo? Bom, de acordo com o contrato de Au Pair da convenção européia, você deve dar um aviso prévio de duas semanas para a família, antes de deixá-los, mas você acredita que conseguirá achar uma ótima família em apenas duas semanas? Pois afinal, após a primeira experiência, você vai querer achar uma família perfeita, não é mesmo?! Por isso eu recomendo primeiro achar uma nova família, para depois você conversar com a atual, principalmente porque após a conversa, o clima não vai ficar muito bom entre vocês.

Quando eu decidi trocar de família, e comecei a procurar por novas famílias, estabeleci quatro critérios:

  1. Cidade "grande"
  2. Até 2 crianças
  3. Não aceitar pais (pai ou mãe) solteiros
  4. A família deve pagar o curso de alemão e o transporte público

Por que esses critérios? Simples...
  1. Cidades pequenas, vilas ou Dörfer não têm muitas opções de entretenimento, você dependerá muito de ônibus, trens ou carro para ir às cidades grandes mais próximas e é uma bosta, ainda mais quando você está voltando de uma balada às 3 da manhã e tem que esperar até às 5, quando o primeiro trem parte;
  2. 3 crianças, muita responsabilidade, muito trabalho, muita paciência, muita energia;
  3. A questão de aceitar pais solteiros, é praticamente as mesmas razões de cuidar de 3 crianças: muita responsabilidade, muito trabalho, muita paciência e muita energia, você não quer ser au pãe (pai e/ou mãe), certo?! Certo! E a louca aqui foi au pair de três crianças com uma mãe solteira, é mole?!
  4. O curso, sim, o curso... o salário de au pair é muito pouco para a(o) Au Pair bancar, mesmo que você faça na Volkshochschule, o curso ainda sai caro pra Au Poor Pair, acredite, o melhor é que a família banque integralmente, ou pelo menos parcialmente (ou seja mais do que a contribuição dos 50 euros), e claro, o transporte para o curso, ou um meio para que você possa deslocar até o mesmo, eu por exemplo, tinho uma bicicleta só pra mim.
Depois de encontrado uma nova família, conversado bastante com a nova família, talvez até encontrado, já que a troca de família te possibilita isso, você faz um novo contrato com a nova família. A família deverá providenciar um novo seguro saúde. Após tudo resolvido, chegou a hora de avisar a atual, e então começa a contar as duas semanas de aviso prévio (não se esqueça de comunicar a nova família que você deverá cumprir este período de duas semanas antes de mudar).


A parte de conversar com a atual família e comunicar que você está trocando, é uma parte muito difícil e delicada, tem família louca que se revolta e decide fazer o inferno da vida do(a) Au Pair, ou até mesmo chega a expulsar o(a) Au Pair de casa, mas tem também família tranquila, que encara a decisão do(a) Au Pair com maturidade.

Só que antes de tudo, de resolver mudar de família, eu sou a favor do diálogo, se tem algo incomodando, eles não estão cumprindo o que foi acordado no contrato, chame a família para uma conversa, deixem eles saberem que você está insatisfeita, não tome decisões precipitadas antes de tentar resolver os impasses, seja direto(a), principalmente porque os alemães são diretos, não faça rodeios e vá direto no X da questão e exponha o que tá rolando. Se após o diálogo, nada for resolvido, aí sim é hora de buscar uma outra família.

Bom, vou parando por aqui. No próximo post falarei da parte burocrática da "troca de família".

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Malas: o que levar?

É... chegou o último passo de todo o processo preparativo do intercâmbio: as malas!

Como a maioria das roupas que eu levei, eu utilizava no dia-a-dia, a mala, claro, foi a última coisa a ser feita!

Levei uma mala grande (32 kg) e uma mochila como bagagem de mão.

Na mochila/bagagem de mão levei todos os meus documentos (passaporte, PID, cartão de vacina, uma cópia do meu contrato, da minha carta convite, do meu seguro-saúde e da reserva da passagem de volta), dinheiro em espécie (400€ para passar o primeiro mês e para casos de emergência) e cartão pré-pago Visa Travel Money (100€ para emergência e também ter uma forma de enviarem dinheiro do Brasil) meu notebook, meu celular, produtos de higiene básico para usar durante a viagem e uma muda de roupa (caso eu tivesse a infelicidade de ter a mala extraviada).

E na mala todo o resto: roupas, tênis, sapato, sandália, Havaianas, pijamas, calcinhas, meias, sutiãs, bikini, meus brincos, presentes, uma caixa de paçoquinha, dois preparos para pão-de-queijo, um pacote de chá mate, etc.

Quanto às roupas de frio: todos me disseram para não levar, que as roupas de frio do Brasil não serviriam para o frio europeu, etc, etc, etc... Se arrependimento matasse...

Gente, Europa não é só inverno não, existem as outras estações e sinceramente, as roupas de frio brasileiras vão muito bem durante o outono, primavera e até mesmo no inverno. No inverno usamos roupas em camadas, então aquele casaquinho vai sim ser usado, pois estará debaixo do casaco de frio pesado que usará quando sair de casa (dentro dos lugares terão aquecedores, portanto, você não passará o tempo todo de casaco pesado e vai precisar do moletom, do cardigã, und so weiter).

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Presentes para a Gastfamilie: dar ou não dar? Eis a questão!

Muitos se perguntam: e aí, devo ou não devo dar presente para uma família que irá me hospedar por um ano?

Presentear não é uma tarefa fácil, já é bem difícil fazê-lo quando conhecemos quem presentearemos, quanto mais presentear pessoas que não conhecemos.


Não existe obrigação do(a) Au-Pair de levar presentes para a família, assim como não existe obrigação da família receber o(a) Au-Pair com presentes, cabe ai a vontade de cada um(a).

Eu, particularmente, levei para a primeira família que fiquei. Presenteei todos da família: mãe, pai e 3 filhos (2 meninos e 1 menina). Gastei umas boas dilmas uma grana com os presentes, queria demonstrar gratidão por me hospedarem e também levar um pouco do Brasil para eles.

Valeu a pena? Quer saber bem a verdade? Não!
Não? Por quê? Porque não deu certo com a família, fiquei pouco mais de 3 meses com eles, e troquei de família. Gastei dinheiro, gastei tempo e criatividade por um "relacionamento" que não deu certo.

Para a segunda família, principalmente por ser troca, eu não levei nada apenas o pacote de preparo de pão de queijo que tinha levado para a primeira e tomei de volta, rsrsrsrs. Porém, presenteei-os na despedida, o que acho ser mais sensato.

Enfim... acho que fica a critério de cada um(a) o que fazer, o que eu aconselho é levar lembrancinhas baratinhas caso decida dar alguma coisa, como por exemplo, imã de geladeira, caneca de sua cidade, seu estado ou com a temática do Brasil.

Uma excelente e gratuita opção é levar kit turismo promocional que cidades, estados e até o governo federal possuem (o famoso Kit Embratur), eu mesma levei o kit de MG. O blog Eu Au Pair pesquisou os e-mails das secretarias de turismo de todos os estados brasileiros (quer saber os contatos e ver imagem dos kits? Dê uma passadinha no blog Eu Au Pair).

Para conseguir o kit, basta mandar um e-mail com o seu nome completo, endereço completo, telefone de contato, país de destino (muitos kits possuem informações em outros idiomas que não o inglês, o CD-ROM de Minas, por exemplo, tinha em alemão), data de embarque e aguarde a resposta para maiores informações.